Análise: Corinthians cola na liderança do Brasileirão. Mas o desempenho...
30/06/2016 11:05 em Esporte

Análise: Corinthians cola na liderança do Brasileirão. Mas o desempenho...

Time de Cristóvão Borges iguala pontuação do Palmeiras na tabela, mas fica devendo no ataque em vitória sobre o América-MG. Falta de tempo prejudica início do técnico

A filosofia implantada no Corinthians desde a era Tite é clara: resultado e desempenho têm de caminhar lado a lado. É por isso que o técnico Cristóvão Borges terá tanto trabalho em seu início no clube, mesmo com a segunda vitória seguida e a pontuação de líder do Campeonato Brasileiro. O time esteve longe de apresentar bom futebolna vitória por 2 a 0 sobre o América-MG, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte.

O resultado foi muito melhor do que o desempenho. Com o triunfo, o Corinthians se igualou ao Palmeiras na ponta da tabela – perde no saldo de gols – e entrou definitivamente na briga pelas primeiras posições. Mesmo assim, há muito o que melhorar.

A defesa é sólida e correu poucos riscos diante de um enfraquecido América, lanterna do campeonato. Pedro Henrique, de 20 anos, mostrou segurança e esqueceu o erro na derrota para o Atlético-MG, há uma semana. Balbuena, Fagner e Uendel continuam confiáveis.

Os problemas começam à frente dessa linha de quatro jogadores. Cristóvão faz testes, mas é prejudicado por desfalques. Camacho, por exemplo, substituiu Rodriguinho no segundo tempo para aumentar a posse de bola do Corinthians, mas ficou apenas 16 minutos em campo por causa de uma lesão na parte posterior da coxa esquerda.

O Timão volta a campo neste domingo, contra o Flamengo, na arena. Mais uma vez, com pouquíssimo tempo para trabalhar e absorver as ideias de Cristóvão. Depois desse jogo, sim, o técnico terá sua primeira semana livre para montar a equipe.

Na bola parada, tudo bem

O Corinthians não teve em campo duas de suas principais características, que explicam a enorme dificuldade em criar chances claras de gol contra o lanterna de campeonato: posse de bola e triangulações. O Timão trocou apenas 187 passes certos, contra 301 do rival. Teve 47% de posse, mas boa parte dela no campo de defesa.

O gol de Romero, aos 9 do primeiro tempo, mostrou ao menos um time forte nas bolas paradas. Apesar de render melhor atuando pelo lado direito do campo, o paraguaio sempre mostrou bom posicionamento, típico de centroavante, para aproveitar esse tipo de jogada. Quando a bola é alçada na área, ele se coloca perto do gol, esperando um desvio – que veio de Balbuena.

O segundo gol, também de bola parada, veio após pênalti sofrido por Luciano, contestado pelo América e marcado pelo árbitro Wagner Reway. Marquinhos Gabriel fez. No fim, apenas seis finalizações, contra 13 do América, que, repetimos, é o lanterna do campeonato.

Agora, o que não funcionou e pode melhorar

1 – O equilíbrio da equipe mudou de lado em relação à formação usada por Tite. Fagner, mais uma vez, avançou muito pouco ao ataque porque já há Romero, atacante, pelo lado direito. Agora é Uendel quem tenta ser mais ofensivo para ajudar Marquinhos Gabriel, meia, pelo lado esquerdo. Cristóvão precisa achar uma maneira de voltar a envolver Fagner no jogo.

2 – Bruno Henrique e Rodriguinho, juntos, dão muito espaço à linha de meio-campo do rival. Alan Mineiro, que até outro dia era titular do próprio Corinthians, encontrou espaços e só não levou mais perigo porque tem lhe faltado qualidade. Camacho é opção interessante, mas teve pouco tempo até sair com dores na coxa.

3 – Guilherme reclama da reserva com razão e precisa ser testado novamente como armador central. Pelo segundo jogo seguido, Giovanni Augusto foi bem marcado e teve dificuldades para voltar até a intermediária e buscar a bola. Algo que o antigo titular sabe fazer bem. 

E há boas notícias na defesa

Walter e Vilson devem voltar ao time no jogo contra o Flamengo, dando maior solidez ao setor. Cássio, desta vez, correu poucos riscos e fez o básico. Walter, porém, vive melhor fase. 

Crédito: Globo Esporte

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